A obesidade infantil aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas.

Os dados divulgados em outubro de 2017 pela a OMS e Imperial College de Londres são alarmantes. A população está ganhando peso rapidamente e o número de crianças e adolescentes entre cinco a dezenove anos de idade com excesso de peso e obesidade mórbida cresceu em todo o mundo.

O estudo revela que a quantidade de crianças e adolescentes obesos passou de cerca de 11 milhões, em 1975, para 124 milhões em 2016, e há 123 milhões de crianças com excesso de peso. Ainda se estima que, se as tendências atuais continuarem, vai existir mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave até 2022.

“Há 40 anos havia uma criança obesa para cada cem, e hoje há seis para cada cem no caso das meninas, e oito para cada cem no dos meninos”, afirma Majid Ezzati, coordenador do estudo.

A pesquisa aponta o excesso de açúcar, a falta de hábitos saudáveis e de atividade física como os maiores culpados desse crescimento. As organizações indicam que pais e educadores incentivem hábitos saudáveis às crianças, como oferecer alimentos menos calóricos e mais nutritivos em casa e nas escolas, praticar esportes como futebol, natação, caminhar e andar de bicicleta, diminuir o tempo de exposição à telas, como videogames, tablet e celular, além de promover horas adequadas de sono.

Conforme explica o médico Daniel Proença, o excesso de peso na infância aumenta o risco de obesidade na adolescência e consequentemente na vida adulta, com graves consequências para a saúde. O aumento da incidência da obesidade pode ter impacto na expectativa de vida a ponto de interromper a tendência de crescimento.

Obesidade infanto-juvenil no Brasil

De acordo com os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF (IBGE, 2010), coletados entre 2008 e 2009, no Brasil, 15% das crianças na faixa de 5 a 9 anos estavam obesas e 37% com excesso de peso. Na faixa de 10 a 19 anos, as taxas de excesso de peso eram de 34,8% para meninos e 32% para meninas, e de obesidade eram, respectivamente, de 16,6% em meninos e 11,8% em meninas (IBGE, 2010).
Editorial, 03.JUNHO.2018 | Postado em Geral
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